sexta-feira, 26 de julho de 2013

COSTA MARQUES: UMA SÍNTESE DE CHIANCA A CHICO TERRITÓRIO.



INTRODUÇÃO.
 Conhecer a nossa história é viver nossa memória! Usa-se o chavão de que brasileiro não tem memória. E o costamarquense, tem? Talvez esteja faltando quem conte sua história ou talvez, quem a busque, quem a leia ou a escute! No dia 16 de junho de 2013, o município que num momento de inspiração impa o poeta decantou como o lugar onde Deus reuniu as belezas do mundo, completa 32 anos de emancipação política e administrativa, ou seja, que se elevou à categoria de município. Aqui, 14 mil pessoas vivem como bons cidadãos devem viver, cumprindo seus deveres e exigindo seus direitos. BARABÉNS COSTAMARQUENSES!!! Vamos à um pouco de sua história?
COMO FERTILIZOU.
Não fui tão amigo de Luiz Erich de Menezes, mas o conheci bem e, várias vezes, por admirar sua inteligência e sapiência, conversamos e dele absorvi informações que me internalizaram eterno amor por esse lugar. Para eu sair daqui é só uma questão de tempo, o tempo de o Guaporé secar e a Serra mudar.
Do cabedal do citado e saudoso pioneiro, suscito reminiscências ao dizer que a origem de Costa Marques remonta o século XVIII, com o pequeno vilarejo de Santa Fé localizado a 5 km de Costa Marques, formado por um pequeno grupo de escravos fugitivos que trabalharam na construção do Forte Príncipe da Beira entre 1776 a 1783. Convém ressaltar que os governos coloniais preocupados com a extração do ouro e com a guarda fronteiriça, trouxeram para a nossa região consideráveis contingentes de negros para trabalhar em construções públicas como o Forte Príncipe da Beira e a cidade de Vila Bela de Santíssima Trindade, a primeira capital do Mato Grosso.
No século XIX os governos coloniais empobrecidos pela escassez do metal precioso, abandonaram a região deixando para trás seus escravos, os quais se reordenaram em diversos espaços como Pedras Negras, Santo Antônio, Santa Fé, Forte Príncipe e Jesus, mantendo a cultura de suas matrizes quilombolas desmanteladas de quilombos como Quariterê, Mutuca, Joaquim Teles e Piolho. Tratando-se de Santa Fé, como disse, a comunidade se formou de Negros fugitivos trabalhadores da construção da fortaleza do Forte Príncipe e se agregaram a uma empresa peruana que comercializava o látex. Com isso, Santa Fé passa a ser um vilarejo ponto de encontro de caucheiros.
FRANCISCO CHIANCA FECUNDA O EMBRIÃO.
Em 1900 o látex tem notoriedade no mundo.  O Vale do Guaporé Nessa época, era um riquíssimo celeiro com seus inúmeros seringais. Em 1905, Francisco Chianca se estabelece na jusante do Rio São Domingos com o Rio Guaporé, onde hoje está localizada a bomba injetora de água da CAERD e passou a trabalhar com os seus agregados ribeirinhos brasileiros e bolivianos, na extração de lenha para o abastecimento das embarcações a vapor que trafegavam pelo Rio Guaporé de Guajará-mirim a Vila Bela. Estava assim formado o vilarejo que o senhor Chianca chamou de Porto São Domingos, o precursor de Costa Marques.
No dia 20 de janeiro de 1906, Chianca hospedou em seu tapiri, o coletor de impostos, engenheiro e ilustre político mato-grossense Esperidião da Costa Marques, dotado de singular cultura e carisma, cativando, sobremaneira, Chianca. Contou-me Luiz Menezes que Chianca tratou de Esperidião por ter este enfermado de malária. Após a partida de Esperidião, O anfitrião impressionado com a cultura do visitante trocou o nome do lugar que antes era Porto São Domingos, para Porto Costa Marques, em homenagem ao seu ilustre hospede. Homenagem esta que levou a instituição do nome a este município. Em razão da data da chegada ao porto, o então Monsenhor Francisco Xavier Rey escolheu o Santo do dia, São Sebastião, como o padroeiro do lugar.
O EMBRIÃO SE DESENVOLVE.
Quando da hospedagem do Senhor Esperidião da Costa Marques no tapiri de Chianca, este fez um pedido especial a Esperidião, que mandasse para cá um professor para ensinar as quase 50 crianças entre 6 a 12 anos que não estudavam. Em Santa Fé, as filhas do senhor Miguel dos Anjos ensinavam às crianças de lá, o que por esforços próprios conseguiram aprender. No fim de 1906, chegou ao Porto Costa Marques o professor Boaventura que ensinou neste lugar até 1924.
Com a criação da escola do professor Boaventura, embrião da atual EEEF Gomes Carneiro, a maioria das famílias de Santa Fé mudou-se para o Porto Costa Marques a fim de que seus filhos estudassem. Assim, o vilarejo dava os primeiros sinais de crescimento. A extração da goma elástica fez florescer comercialmente o Vale do Guaporé e se estabeleceram em Guajará-mirim e Costa Marques os gregos Suriadak, Ruselakis, e Demétrio Mellas; os libaneses, sírios e turcos Hassib Cury, Massud Jorge, Abraham Ibañes, entre outros. Os casarões que teimosamente estão de pé à margem do Rio Guaporé testemunham tais figuras e esses momentos idos de prosperidade trazidos pelo látex à Costa Marques que continuou seguindo seu percurso de crescimento como distrito de Guajará-mirim.
A CRIANÇA NASCE, CRESCE E AMADURECE.
No dia 16 de junho de 1981, através da Lei Federal nº 6.921, sancionada pelo então Presidente João Baptista Figueiredo, Costa Marques torna-se município emancipando-se de Guajará-mirim.  Até que houvesse eleição, já que vivíamos o período de ditadura militar, foi nomeado como prefeito tampão, o senhor Mario Jorge Duarte de Queiroz. A instalação do município se deu no dia 1º de fevereiro de 1983, concomitantemente com a posse dos primeiros vereadores eleitos no dia 15 de novembro de l982, entre eles, Luiz Erich de Menezes que assumiu a presidência do novel parlamento e Paulo Carrate Filho assumiu a vice- presidência.
No dia 31 de agosto de 1983 teve eleição para prefeito sendo eleito o senhor Rui Rodrigues de Almeida que tomou posse no dia 10 de outubro do mesmo ano. Em função da vacância no parlamento deixada pelo senhor Ruy Rodrigues de Almeida, um dos eleitos vereador da primeira legislatura que agora assume como chefe do executivo, assume a vereança a suplente Neuza Mendes Cortez e na vaga deixada pelo vereador Francisco Justino Holanda por ter sido nomeado pelo novel prefeito como Administrador Distrital, assumiu o suplente Tadeu de Souza Silva.
 Estamos nos primeiros meses do 9º mandato e pelo executivo municipal de Costa Marques passaram os seguintes prefeitos: Rui Rodrigues de Almeida de 1984 – 1988; Sebastião Teixeira de 1989 – 1992; Antônio Cassimiro da Silva de 1993, no terceiro ano o mandato do Sr. Antônio Cassimiro foi interrompido por sua renuncia e o interventor José Luiz governou até 1996; Elio Machado de Assis de 1997 – 2000; Raymundo Mesquita Muniz de 2001-2004; Elio Machado de Assis volta a governar de 2004-2008; Jacqueline Ferreira Góis de 2009-2012; Francisco Gonçalves Neto, o Chico Território, tomou posse no dia 1º de janeiro de 2013. O Chico Território também foi vereador ininterrupto da 2º e 3º legislatura - de 1989 a 1996 e foi vice-prefeito de 2001 a 2004.
No dia 07 de outubro de 2012, às 18 horas, soou a certeza da vitória da dupla Chico Território e Maricélia. Sua majestade o eleitor escolheu e a vontade do povo é soberana. Tem que ser respeitada.

CONCLUSÃO.
Costa Marques dista da Capital Porto Velho 756 km, faz fronteira com a Bolívia e com os municípios de Guajará-mirim, Seringueiras, e São Francisco do Guaporé. O Vale do Guaporé é riquíssimo em belezas naturais. O seu corredor se estende de Porto Velho a Costa Marques e foi estabelecido como um dos pólos ecoturistico da Amazônia. O autor do hino de Costa Marques numa inspiração divina decantou que Costa Marques é O “LUGAR ONDE DEUS REUNIU AS BELEZAS DO MUNDO”.                                                         
                                                       Prof. Carlos (costamarquense apaixonado).










quarta-feira, 24 de julho de 2013

NEUZA ONDINA, DIRETORA DA EPMEIF MARIA LUCINETE MIRANDA, TIRANDO ÁGUA DE PEDRA.




É sobejamente notória a dificuldade demonstrada pelo titular da pasta da educação municipal de Costa Marques em administrar as complexidades peculiares deste segmento.  A Educação, em seus diversos níveis é um serviço fundamental na formação do indivíduo para  a sociedade. Atualmente, o ensino público de nível fundamental é de responsabilidade do município, sem que o estado se exima em caso de impossibilidade, mas a legislação atribui quase que totalmente à administração municipal. Dada a complexidade do serviço, é que é estruturada uma Secretária Municipal específica para tratar de todas as questões pertinentes a educação e das suas relações com outras instâncias governamentais.
Nesse diapasão é de responsabilidade da Secretaria de educação manter a funcionalidade satisfatória aos olhos da comunidade através de sua equipe representada pelas Coordenadorias, Departamentos, Divisões e demais segmentação da pasta, executando entre outras competências, as que seguem: cumprimento das normas e diretrizes legalmente estabelecidas pelo Ministério da Educação, Conselho estadual e municipal com vista ao bom funcionamento do ensino; planejar e executar a política educacional do município, coordenando as atividades docentes e a capacitação dos profissionais da educação no âmbito municipal; manter e aprimorar constantemente seu quadro de professores e demais atores da educação; reformar, ampliar e construir prédios escolares para atender a demanda; oferecer transporte escolar satisfatório e de qualidade aos alunos; implementar, manter e avaliar as ações pedagógicas para  a educação básica; proporcionar suporte técnico-pedagógico aos gestores, professores e técnicos; implantar políticas, programas e objetivos educacionais, em todas as modalidades de ensino do Município; estabelecer os critérios que regerão os convênios a serem firmados em decorrência dos programas pedagógicos, programas de capacitação, programa de alimentação escolar, programa filantrópico e programas de formação continuada; manter sempre vigente os convênios estabelecidos com a esfera estadual e federal, etc, etc, etc.
Vê-se pela síntese das complexidades de uma Secretaria de Educação que Educação é coisa séria e que o gestor desta pasta deve ser alguém capaz e competente para o cargo de Secretário. Passaram-se sete meses e a Secretaria de Educação da Rede municipal de Costa Marques não esboçou reação alguma diante de tantas necessidades de melhoria no que compete às ações administrativas. Digo administrativas, porque a parte pedagógica tem procurado com muita humildade fazer o que consegue dentro do possível. É por isso, que apesar dos percalços, gemendo e chorando o pedagógico da SEMEC e os Diretores das escolas, tem mantido o “feijão com arroz”, porque sem a segurança e norteio do gestor maior, manter o “feijão com arroz” já é muito.
Quero parabenizar os Diretores de todas as escolas da rede municipal e dentre eles destacar a professora Neuza Ondina, Diretora da EPMEIF Maria Lucinete Firmino Miranda e sua equipe, pelo compromisso e pela garra. Parabenizo os professores e faço destaque ao Roberto Pessoa que deixou de lado picuinhas políticas para somar com a equipe fazendo um bom trabalho frente aos projetos e ainda ministrando aulas. De todas as escolas da rede municipal, e em todas é notória a carência herdada, a Maria Lucinete Miranda (Escola do 15 como é conhecida), reunia maior precariedade em tudo.  Não vou enumerar as carências para não me tornar enfadonho, mas a Neuza Ondina tem tirado água de pedra.
Neuza quando viu, depois das caças e esperas, que deste mato não sai coelhos, partiu para a luta e reorganizou a APP da escola que estava com a sua diretoria vencida há dois anos, e resgatou recursos do PDE Interativo e do PDDE. Com isso já conseguiu fazer mais pela escola do que o titular pela pasta.
Vejam: Pinturas e desenhos do emblema da escola; uma rampa de acessibilidade no pavilhão da secretaria; construção das pilastras dos mastros das bandeiras; instalação das tomadas para ar condicionado na secretaria da escola e na sala de recurso; conserto da instalação elétrica das salas de aulas do 8º e 9º ano; aquisição de dois aparelhos de ar condicionados para a secretaria e biblioteca; aquisição de três armários de aço; aquisição de três jogos de mesa para a biblioteca; aquisição de material didático como: 120 dicionários, literatura infantil, etc; aquisição de material de expediente referente a tudo o que se precisa dentro de uma escola; aquisição de três DVDs; aquisição de uma máquina digital e aquisição de quatro impressoras.
Com o dinheiro que ainda tem na conta da APP, Neuzinha propôs ao Secretário que ela compraria a tinta e ele, o Secretário, providenciar a mão-de-obra para pintar a escola neste período de recesso. O Secretário combinou o inverso, mas na ultima hora desfez o acordo alegando que a Secretaria não tem condições de comprar a tinta. Mas na verdade há sete meses todos nós sabemos quem é que não tem condições!
Como dissemos acima, as complexidades de uma Secretaria de Educação não são pouca e nem são fáceis, somadas à inércia e a inoperância, provoca duas graves conseqüências: causa desesperança à classe e a educação do município fica com a cara do seu gestor. O pior, porém, é que tais conseqüências já estigmatizaram a nossa educação municipal. Pior, ainda, é que faltam mais de três anos e isso é muito tempo para os Diretores de escolas continuarem tirando água de pedra neste deserto educacional.
Fazer o quê se na mente do executivo, dentre 157 professores, o leigo tem que mandar!!!
Senhores Diretores, o jeito é pedir uma força a Moisés. Quem sabe com a intervenção do Papa que está no Brasil convença Moisés a dar uma ajudinha!
Prof. Carlos

domingo, 21 de julho de 2013

TROTE NÃO É BRINCADEIRA.





A dignidade humana é um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito.  Quando alguém não racionalizar acerca de resultados finais de um trote, quando alguém não se importar com as conseqüências dos seus atos, enfim quando se banaliza o mal e se agride a integridade física, moral ou atenta contra a vida de outrem, esse individuo desceu ao estado mais degradante que um ser humano pode descer. Esse individuo bestializou-se. No sentido real da palavra é um bestial.  O individuo que comete trote maldoso é um bestial.

Um ato de bestialidade do trote cometido anteontem, dia 18 de julho de 2013, na Bahia, noticiado em todos os jornais escritos, televisados e eletrônicos do país, uma mãe perdeu o controle e ateou fogo no seu próprio corpo vindo a óbito. Um bestial fez um telefonema dizendo que o filho único da dona de casa havia sido assassinado. A dona de casa perdeu o controle e se matou.

Não passe trote, trote não é brincadeira!

Prof. Carlos.

GANHAR PORQUE TRABALHA? OU TRABALHAR PARA GANHAR?




Há uma tênue semelhança entre as frases acima, mas uma diferença abissal entre um significado e outro! Perceba, a princípio, que a diferença entre elas é algo chamado COMPROMISSO. Ganhar porque trabalha é a justa recompensa do que se faz por gosto, do que se faz por prazer. Trabalhar para ganhar é o sacrifício da sobrevivência, e aí justifica o que já ouvir: “Se trabalho fosse bom se chamaria lazer”.
Todas as profissões são estressantes. E há dias, em todas elas, que ao final da jornada você parece ter sido atingido por uma carreta, e o que trabalha só porque precisa ganhar esse estresse o acompanha todos os dias por lhe faltar o dínamo chamado compromisso.
Colega trabalhador, professor como eu ou de outras profissões, se você quer ganhar porque trabalha torne seu trabalho gostoso e prazeroso adquirindo conteúdo, não esperando pelos outros ou se espelhando no que faz mal feito, sendo ativo, fazendo tudo bem feito e organizado, procurando ser criativo, sendo responsável, buscando se capacitar com formação continuada, aproveitando as oportunidades de crescimento mesmo que a gratificação não seja tão estimulante, cuidando bem da sua aparência, cultivando os bons valores, se preocupando com a empresa (se for iniciativa privada ou com o órgão se for serviço público), porque talvez não seja o empregador assim tão ruim, afinal está te dando o emprego!
         Mas se você insiste em ser daqueles que só trabalha porque precisa ganhar, então trabalhe empurrado, não faça nada direito, fale mal de todo mundo, torça contra a empresa, fale mal do seu chefe, fique estagnado porque você já está condenado em ser sempre a cauda!
Prof. Carlos.

sábado, 20 de julho de 2013

É NECESSÁRIO DETERMINAÇÃO DE TODOS CONTRA A VIOLÊNCIA E INDISCIPLINA NA ESCOLA.



É NECESSÁRIO DETERMINAÇÃO DE TODOS CONTRA A VIOLÊNCIA E INDISCIPLINA NA ESCOLA.

A mídia nacional e a internacional apresentam, constantemente, casos de violência nas escolas. Autoridades da educação (gestores, professores, servidores em geral) e, autoridades de todas as instâncias, bem como os pais e responsáveis, tem que se engajarem no controle da violência e indisciplina nas escolas do Brasil.

A Folha de São Paulo, secundado por vários jornais de grande circulação nacional, num prazo razoavelmente recente, divulgou as seguintes notícias: “três alunos de uma escola pública estadual escreveram no sítio eletrônico da própria entidade educacional as seguintes expressões dirigidas a alguns professores: gordo, corno, idiota, demônio, retardado; professora é espancada por dois estudantes em SP; aluno de 9 anos de idade decepa dedo de professora na porta do banheiro de uma escola; estudante ateia fogo nos cabelos de uma professora, durante a realização de uma aula; e um professor morre baleado na frente dos alunos, no interior de uma escola de Santa Catarina.”¹

Quem não se lembra do massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, em abril de 2011, na Escola Municipal Tasso da Silveira, redundando na morte de 12 crianças entre 12 e 14 anos, e que comprovadamente essa violência foi conseqüência de outra violência na escola – o bullying? Ainda está fresquinho nas nossas mentes o massacre do dia 17 de dezembro de 2012 em uma escola primária na cidade de Newtown, no Estado norte-americano de Connecticut e na região da Grande Nova York, redundando em 20 crianças e 6 adultos mortos.

A violência e a indisciplina nas escolas não param. Se fossemos citá-las, esta matéria ficaria muita extensa!

A partir da constatação da violência nas escolas e da necessidade de melhorar a qualidade da educação, com esta singela matéria objetivamos como educador, despertar a atenção de todos para essa temática – violência contra professores e contra alunos e como atuarmos nessas situações.

Não visamos descaracterizar o ambiente escolar, com a presença da polícia ou da justiça nas escolas. A idéia consiste em despertar a atenção e o engajamento de todos e apresentar um plano de ação, quando ocorrerem os casos de violência e indisciplina. O ideal seria que nas escolas não ocorressem violências e indisciplinas, mas além de agressões a professores

¹ FOLHA DE SÃO PAULO. Cotidiano. Disponível em: http://www.folha.com.br Acesso em: 6 jul. 2012.

e alunos nos deparamos com outros tipos de violências tais como furtos, danos ao patrimônio público, tráfico de drogas, homicídios, etc.

A verdade é que a violência precisa ser enfrentada, principalmente a partir das escolas. Por se tratar de um espaço público privilegiado de formação da cidadania, todos os esforços devem ser direcionados para eliminar e/ou pelo menos reduzir as diversificadas situações dos alunos-vítimas, alunos indisciplinados e alunos praticantes de atos infracionais.

A proposta ora apresentada é singela, mas eficientes. Ei-las:

O Ministério Público deve ser informado de todos os atos infracionais que ocorrerem nas escolas. Não é mais admissível que alunos e professores agredidos não recebam a devida punição.

O Conselho Tutelar deve ser informado de todos os casos em que as crianças e os adolescentes sejam vítimas da família, da sociedade e do Estado. Alunos-vítimas merecem integral proteção, sendo o órgão colegiado forte e suficiente para exigir dos Poderes Públicos o cumprimento da lei e, em casos excepcionais, seja provocado o MP para instaurar o inquérito civil e/ou a ação civil pública.

 A escola deve discutir, elaborar e impor o cumprimento do seu respectivo Regimento Interno e punir os atos de indisciplina.

A sensação de impotência dos professores, diante da violência, deve ser enfrentada, radicalmente. Neste caso ao invés do isolamento deve-se buscar a união e prevalecer o corporativismo. È nojento o fato de alguns colegas não ajudarem e ainda criticarem.

Algumas escolas dão bons exemplos através dos quais superaram vários problemas, a partir das práticas supracitadas  e somada a elas, um arrojado plano de atuação. As escolas que apresentam os melhores índices de desenvolvimento dos alunos possuem algumas características comuns que devem ser imitadas pelas demais escolas.

Primeiro, as famílias participam ativamente do processo pedagógico
implantado.

Segundo, a direção da escola estabelece metas, a curto, médio e longo prazo e luta para que sejam cumpridas. Não deve se intimidar diante dos primeiros questionamentos e criticas, porque elas vêm. Aluno quer ver o circo pegar fogo e ele mesmo sair falando mal.

Terceiro, a sociedade participa ativamente do ambiente escolar. Nem sempre as escolas mais ricas são as melhores. Aliás, as escolas que mais se destacam são escolas localizadas nos bairros mais distantes dos centros das cidades, que souberam transformar paupérrimos ambientes em centros de excelência humana.

Quarto, existe nas respectivas escolas mais bem sucedidas, um diferenciado sistema punitivo interno, que é aplicado, nos casos extremos, com o necessário rigor.

Quinto, a perfeita integração entre as atividades das escolas, da Polícia Militar, da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário eliminarão, integralmente, eventuais focos leves, moderados e graves de violência escolar. Sugerimos que na primeira reunião com os pais, representantes dos órgãos citados estejam presentes e reafirmem seus apoios à escola.

Com a adoção de tais medidas, não temos dúvidas que a qualidade da educação melhorará sensivelmente, uma vez que reduzir a indisciplina e a violência constituem um dos primeiros passos na busca da educação de qualidade para todos.

Enfim, é necessário cumprir a lei.
                Colaboração do NAC/Costa Marques/prof. Carlos Alberto